Laboratório de Aplicações de Vídeo Digital
LAVID
Social    

Papel Social


O LAVID, além de ser atuante no desenvolvimento e pesquisa de novas tecnologias, assume também um papel estratégico na comunidade através da realização de ações sociais. O laboratório é comprometido com ações que viabilizam uma melhor integração academia-comunidade de forma a contribuir para o melhoramento e crescimento da região onde estamos inseridos.


O mecanismo mais básico de integração com a Sociedade é a transferência constante de conhecimento técnico avançado produzido no LAVID. Ações como a promoção de eventos acadêmicos nos permitem mostrar e disseminar os resultados obtidos no laboratório. Os pesquisadores do LAVID estão constantemente envolvidos com a apresentação de palestras em simpósios e conferências de escopo nacional e internacional.


Regionalmente, mantemos um programa de palestras, oficinas e treinamentos destinados a comunidade em geral. Destacamos o novo programa de treinamento para iniciantes em programação para TV Digital. Um dos objetivos desse programa é captar recursos humanos para envolvimento em atividades no próprio LAVID. Porém, como o programa é aberto à comunidade e gratuito, torna-se um importante veículo de transferência de conhecimento e enriquecimento científico e tecnológico para a região.


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Além disso, o LAVID desenvolve projetos onde os resultados alcançados podem ser revertidos em ações voltadas à mobilização comunitária. Essas ações vão além da transferência de informação, mas auxiliam na articulação, capacitação e envolvimento dessa comunidade. Nesse sentido, destacamos a participação do LAVID em duas oficinas. A oficina de capacitação profissional realizada na “Semana Ginga Brasil” em João Pessoa e na oficina “Cantos&Contos” realizada no contexto do projeto EDULivre (Desenvolvimento de Tecnologias Educacionais Livres).


A “Semana Ginga Brasil” foi uma iniciativa resultante de esforços da Associação de Software Livre (ASL), da Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS), do Comitê para Democratização da Informática de Pernambuco (CDI-PE), da Tangolomango e, especialmente, dos laboratórios Telemídia (PUC-Rio) e LAVID (UFPB). Esse evento contou com o apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e da Rede Nacional de Pesquisa (RNP).


A intenção foi formar agentes multiplicadores dentro de comunidades urbanas, sobretudo, comunidades de baixa renda, para o uso de ferramentas e técnicas utilizadas no desenvolvimento de programas interativos para a TV Digital baseados no middleware Ginga. Além de João Pessoa (PB), outras cidades do Brasil sediaram o projeto, como Manaus, Recife, Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre. O projeto fez parte da programação da 4ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, do Ministério da Ciência e Tecnologia.


Já durante a realização projeto EDULIVRE, desenvolvido em conjunto com a USP-SP, o LAVID voltou seus esforços para o desenvolvimento de ferramentas de apoio a Educação infantil. Como uma das metas do projeto era a produção de ferramental criativo e livre, utilizamos um arcabouço tecnológico constituído de ferramentas de comunicação interpessoal, interface bidimensional, mecanismos de percepção e visualização multimídia para construir um ambiente virtual criativo para apoio as atividades escolares para realização do que chamamos oficina “Cantos&Contos”.


A oficina “Cantos&Contos” consiste em um experimento prático para utilização e testes de tecnologias digitais na Educação Infantil. Através desse experimento, educadores e alunos são convidados a interagir com um ambiente virtual especialmente projetado para estimular o poder criativo e comunicativo de seus usuários. Nosso objetivo foi adaptar o ambiente computacional a sistemática das escolas (onde realizamos as oficinas). Sendo assim, as atividades alvo da oficina foram selecionadas e discutidas com os professores das escolas, os quais delinearam todo o processo.


A idéia central da oficina é, baseada no uso arquivos de som e imagens, montar um ambiente virtual multimídia. Os arquivos são adquiridos nas escolas e representam a realização de atividades dos alunos orientados pelos educadores. Por exemplo, em uma escola trabalhamos em conjunto com a professora de Redação que selecionou trabalhos desenvolvidos durante a atividade “Receita Literária”, onde os alunos elaboram receitas alternativas sobre os sentimentos. Essa experiência nos permitiu exercitar a produção colaborativa, uma vez que todos são responsáveis pela construção do ambiente: educadores e alunos entram com o conteúdo, enquanto o “pessoal de informática” com a tecnologia. A tecnologia é mera coadjuvante de um resultado final observável por toda a comunidade e, principalmente, resultante do esforço de todos.


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